Desde meados de outubro, manifestações populares têm ocorrido em diversos países da Europa, incluindo França, Portugal, Alemanha e Bélgica, com foco na alta do custo de vida e na situação econômica.
De acordo com o professor Pedro Dallari, as mobilizações são predominantemente lideradas por jovens da geração Z, que buscam melhorias nos serviços públicos, especialmente na educação, além de protestar contra a falta de moradias e o aumento dos gastos militares, que impactam os investimentos sociais.
As manifestações, que começaram na França, se espalharam por outros países, cada um com suas particularidades. No entanto, todas compartilham um objetivo comum: a demanda por maior proteção social e a crítica ao estado de bem-estar social, que apresenta falhas e gera desigualdade.
Dallari observa que o fenômeno já reúne centenas de milhares de participantes e pode ter consequências políticas, especialmente com o risco de que a extrema direita se beneficie da insatisfação popular nas próximas eleições.
O professor também aponta que essas manifestações podem influenciar o Brasil, onde a expectativa é de uma piora econômica no próximo ano, o que pode levar os jovens a se mobilizarem novamente, como já demonstraram nas últimas eleições.
