As eleições brasileiras de 2026 foram marcadas por discursos de ódio e ações de violência política, especialmente da extrema-direita. O termo “apito de cachorro” refere-se a mensagens subentendidas que mobilizam um público específico, muitas vezes associado a grupos extremistas.
Renato Levin Borges, no Glossário educativo para identificação e prevenção de discursos de ódio, define “apito de cachorro” como uma mensagem que parece comum, mas possui um significado oculto, percebido apenas por alguns grupos sociais. Essa metáfora, que se relaciona à capacidade dos cães de ouvir frequências inaudíveis para humanos, reflete a comunicação direcionada da extrema-direita.
Durante a campanha, um candidato da extrema-direita buscou se posicionar como líder de um “império dos Estados Unidos do Brazil”, utilizando estratégias de comunicação inspiradas em campanhas de Donald Trump. A disputa presidencial se tornou violenta, com apoiadores do candidato atuando em órgãos estatais para favorecer seus interesses.
A radicalização da extrema-direita foi evidente, com a família Bolsonaro focada em interesses de poder e recursos. O Partido Liberal (PL) e o campo bolsonarista elegeram uma bancada expressiva, abandonando a preocupação com a civilidade e expondo sua face violenta.
O surgimento de militantes do Partido Missão, identificados por camisetas pretas, trouxe novas propostas de governo de exceção, enquanto o discurso da violência se intensificou, incluindo a redução da maioridade penal. O resultado das eleições surpreendeu analistas, com Luiz Inácio Lula da Silva sendo reeleito, mas o clima de tensão e violência política persistiu.
Denúncias de agressões e repressão policial aumentaram, com relatos de violência física e intimidação, principalmente contra apoiadores do PT. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou um aumento significativo nas denúncias de violência política, evidenciando a deterioração das garantias democráticas no país.
