Após 25 anos de atuação, o professor aposentado Pascoal Luiz Tambucci reflete sobre sua experiência como ouvidor do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp). Desde a virada do milênio, ele acompanhou a transformação das demandas, que passaram de formulários em papel para interações digitais, mas manteve o foco na escuta e acolhimento da comunidade.
O papel do ouvidor, segundo Tambucci, vai além da técnica, exigindo empatia e um compromisso com a dignidade dos usuários. Ele destaca que muitos que recorrem à Ouvidoria já tentaram outros canais sem sucesso e chegam com frustrações acumuladas.
Entre os desafios enfrentados, destaca a importância de traduzir problemas em inteligência institucional, promovendo um diálogo construtivo com a alta gestão. A Ouvidoria não é apenas um canal de reclamações, mas uma oportunidade para aprimorar a gestão esportiva da USP.
Tambucci também ressalta a singularidade da Ouvidoria no contexto esportivo, onde os usuários buscam não apenas soluções, mas um espaço de autocuidado e qualidade de vida. A imparcialidade e o sigilo foram princípios fundamentais durante sua gestão, garantindo que todas as vozes fossem ouvidas de forma justa.
Histórias marcantes, como a mediação de conflitos na pista de atletismo e a criação de campanhas educativas, mostram como a Ouvidoria se tornou um agente de transformação e conscientização. Ao longo dos anos, a atuação da Ouvidoria se alinhou às diretrizes da USP, promovendo transparência e inclusão.
Com um olhar atento às mudanças culturais e às necessidades da comunidade, Tambucci encerra sua trajetória com a certeza de que a Ouvidoria é um espaço vital para a construção de um ambiente mais harmonioso e respeitoso no campus.
