sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

Senado aprova PEC da Segurança Pública para fortalecer combate ao crime organizado

Senado aprova PEC da Segurança Pública para fortalecer combate ao crime organizado
Senado aprova PEC da Segurança Pública para fortalecer combate ao crime organizado
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O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A proposta condiciona a criação de um novo Ministério da Segurança Pública, a ser instituído pelo presidente Lula, até 2026.

A divisão do atual Ministério da Justiça e da Segurança Pública visa intensificar o enfrentamento ao crime organizado pelo governo federal. A PEC, elaborada durante a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, confere maior protagonismo ao governo na luta contra as organizações criminosas.

O texto da PEC, que teve sua origem na Câmara dos Deputados, passou por uma modificação significativa: a separação da discussão sobre a redução da maioridade penal, que será tratada de forma independente. Além disso, a proposta inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, apesar de já ser garantido por lei.

Entre os pontos abordados na PEC, estão diretrizes nacionais e mecanismos de cooperação entre órgãos de segurança pública. O crime organizado, descrito como uma “organização criminosa ultraviolenta”, exerce controle sobre comunidades por meio da violência, conforme a definição da Câmara dos Deputados.

Pesquisadores destacam que o crime organizado no Brasil começou a se estruturar na década de 1960, com a violência policial e a superlotação dos presídios levando à autogestão entre os detentos. O professor Cláudio do Prado Amaral, da USP, ressalta que as milícias, formadas por policiais e ex-policiais, utilizam a extorsão para controlar territórios, oferecendo “proteção” em troca de pagamento.

O combate ao crime organizado e às milícias requer uma abordagem que antecipe as ações criminosas, segundo o professor Víctor Gabriel Rodríguez. Ele argumenta que a legislação deve considerar o risco associado ao pertencimento a organizações criminosas, mesmo que o indivíduo não tenha conhecimento direto dos delitos cometidos.

Rodríguez também aponta a dificuldade de punir membros da classe poderosa envolvidos em atividades criminosas, destacando a necessidade de vigilância sobre transações financeiras para combater o avanço do crime organizado no setor financeiro.

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