O Brasil conseguiu reverter, em apenas 19 dias, as restrições comerciais de abrangência nacional impostas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. A decisão do Uruguai, que reconheceu a regionalização sanitária, permitiu a retomada das importações de produtos avícolas de outras unidades da Federação.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que essa rápida reversão é uma conquista do trabalho conjunto das equipes, que protege a produção brasileira e garante segurança aos produtores e exportadores.
Com a decisão uruguaia, as restrições às importações de produtos avícolas não se aplicam mais a todo o Brasil, limitando-se apenas a Santa Catarina, onde ocorreram os focos da doença. Isso representa um impacto reduzido sobre as exportações, que agora correspondem a cerca de 15 mil toneladas por mês, ou 3% da média mensal exportada pelo Brasil.
A redução do prazo para reverter as restrições reflete o fortalecimento das negociações sanitárias e a confiança construída com os parceiros comerciais, permitindo que ocorrências sanitárias localizadas não comprometam o comércio nacional.
O trabalho coordenado entre a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária, junto ao Ministério das Relações Exteriores, foi fundamental para essa conquista. As equipes conduziram investigações epidemiológicas e intensificaram negociações com autoridades estrangeiras.
O Ministério da Agricultura não autoriza a exportação de produtos provenientes das áreas restritas, mas segue trabalhando para ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária, visando fortalecer a confiança dos parceiros comerciais e proteger a produção brasileira.
