Localizada na Zona Oeste de São Paulo, a Casa Guilherme de Almeida, que foi residência do poeta entre 1946 e 1969, agora funciona como um museu que preserva a memória do artista e sua conexão com a história do estado.
Inaugurada como museu em março de 1979, a casa abriga um acervo com obras de arte, fotografias, livros e mobiliário que pertenciam a Guilherme de Almeida, além de itens que refletem sua contribuição para a identidade paulista, especialmente durante a Revolução de 32.
A supervisora de pesquisas da Casa, Mariana Hangai, afirma que os museus-casa oferecem uma perspectiva intimista da história, permitindo uma compreensão mais profunda da figura de Almeida, que foi um importante poeta, jornalista e tradutor.
Guilherme de Almeida, nascido em 24 de julho de 1890, participou ativamente da Semana da Arte Moderna em 1922 e se destacou como uma voz cultural durante a Revolução Constitucionalista de 1932, onde atuou como redator-chefe do Jornal das Trincheiras.
O poeta também é autor de obras que exaltam São Paulo, incluindo o Hino dos Bandeirantes, que se tornou o hino oficial do estado em 1974. Após a Revolução, ele se exilou em Portugal e, ao retornar, participou das festividades do Quarto Centenário de São Paulo em 1954.
O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, inaugurado em 1955, abriga os restos mortais de Guilherme de Almeida, que faleceu em 1969, e de outros combatentes da Revolução, consolidando seu legado na memória paulista.