A bandeira de São Paulo, criada em 1888, tornou-se um importante símbolo do estado durante a Revolução Constitucionalista de 1932, quando conquistou o coração dos paulistas.
No final do Império, o escritor Júlio Ribeiro propôs uma bandeira nacional que substituísse os símbolos monárquicos. Sua proposta, publicada em 1888, incluía um mapa do Brasil em um cantão vermelho, representando a união nacional.
A bandeira de Ribeiro foi hasteada no Palácio do Governo em 1889, mas a bandeira nacional oficial foi adotada pelo governo federal logo em seguida. Com o tempo, a bandeira de São Paulo passou a ser utilizada em decorações, mas não despertou grande sentimento popular até a Revolução de 1932.
Após a revolução, a bandeira ganhou novos significados: o preto e o branco passaram a simbolizar a noite e o dia, enquanto o vermelho representava o sangue derramado pelos paulistas na luta por uma nova Constituição. O azul do mapa do Brasil simbolizava a lealdade e a busca por um país mais justo.
A oficialização da bandeira como símbolo paulista ocorreu em 27 de novembro de 1946, com o Decreto-Lei Estadual nº 16.349. A bandeira é composta por treze listras horizontais alternadas em preto e branco, com um cantão vermelho e o mapa do Brasil em azul, cercado por quatro estrelas amarelas.
Mais do que um símbolo regional, a bandeira de São Paulo representa valores de lealdade, liberdade e defesa da democracia, fortalecidos pela Revolução Constitucionalista de 1932.
