O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve sua candidatura à Presidência da República confirmada neste sábado (25), durante convenção do partido em São Paulo. Aos 45 anos, ele disputará sua primeira eleição presidencial, seguindo os passos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Nantes Bolsonaro nasceu em Resende (RJ) em 30 de abril de 1981. É o filho mais velho de Jair Bolsonaro com a publicitária Rogéria Nantes, o que lhe rendeu o apelido de “01”, inspirado na tradição militar. Formado em Direito pela Universidade Candido Mendes, elegeu-se pela primeira vez em 2002, aos 21 anos, como deputado estadual no Rio de Janeiro.
O senador já afirmou que, na juventude, não pretendia seguir carreira política. Vinte e quatro anos depois de estrear na vida pública, tenta repetir a trajetória do pai ao disputar o Palácio do Planalto. Sua candidatura, no entanto, não conta com o apoio formal de partidos que foram aliados no governo Bolsonaro. A federação União Progressista (PP e União Brasil) indicou que permanecerá neutra, e a campanha busca um acordo com o Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Flávio anunciou a pré-candidatura em dezembro de 2025, após visitar o pai na prisão. A decisão foi articulada pelo próprio senador, pelo ex-presidente e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Nos bastidores, a escolha enfrentou resistência entre lideranças da direita, que viam em Tarcísio uma opção mais competitiva para enfrentar o presidente Lula (PT).
Após anunciar a candidatura, Flávio apresentou-se como uma versão moderada do pai. “Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado. Eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado”, afirmou a empresários em dezembro. Nas últimas semanas, porém, endureceu o discurso contra o STF, após ser proibido de visitar o pai por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes. Na última semana, em reunião com diplomatas, repetiu informações falsas sobre as urnas eletrônicas, já desmentidas pelo TSE.
Flávio foi investigado e denunciado pelo Ministério Público em 2020, acusado de comandar um esquema de rachadinhas quando era deputado estadual. O inquérito começou após movimentações atípicas na conta de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. As provas foram anuladas posteriormente por decisão judicial. O senador nega as acusações.
