O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo (26), em convenção em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice.
“Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização”, afirmou Caiado no evento. Ele prometeu implantar um “novo modelo de governo” se eleito.
Esta é a segunda vez que Caiado disputa a Presidência. Em 1989, ficou em 10º lugar com 0,72% dos votos. Em sua carreira, foi deputado federal, senador e governador de Goiás por dois mandatos, cargo ao qual renunciou em março para concorrer ao Planalto.
A chapa é “puro-sangue”, composta apenas por integrantes do PSD, que não fechou coligações até o momento. No entanto, Caiado enfrenta dificuldades para unificar o partido em estados importantes. Em São Paulo, a legenda apoia a reeleição de Tarcísio de Freitas, aliado de Flávio Bolsonaro; em Minas Gerais, o governador Mateus Simões declarou apoio a Zema (Novo); no Rio e na Bahia, lideranças estaduais apoiam Lula.
Na última pesquisa Datafolha, Caiado tem 12% de rejeição, contra 48% de Flávio Bolsonaro e 46% de Lula. Na pesquisa Quaest de julho, aparece com 4% das intenções de voto, atrás de Lula (40%) e Flávio Bolsonaro (28%).
Caiado propõe anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe, além de classificar facções criminosas como terroristas. Na economia, defende corte de 25% nos orçamentos dos três Poderes e reformas administrativa, política e trabalhista.
