Uma disciplina da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP está inovando ao combinar metodologias ativas, inteligência artificial e curricularização da extensão. A matéria SEP 500 – Organização: Modelagem e Sistemas de Informação, do curso de Engenharia de Produção, utiliza a taxonomia de Bloom para estruturar o aprendizado em seis níveis, integrando sala de aula invertida, cursos online (MOOCs) e projetos reais com instituições públicas e privadas.
No modelo, os alunos realizam atividades pré-aula em plataformas como Coursera e YouTube para fixar conceitos básicos (lembrar e entender). Em sala, o tempo é dedicado a discussões e projetos supervisionados, onde aplicam e analisam problemas reais. Nos níveis superiores (avaliar e criar), os estudantes desenvolvem artefatos validados por clientes finais, como o Instituto Pasteur de São Carlos e a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.
A inteligência artificial foi usada como ferramenta construtiva para auxiliar na materialização de requisitos funcionais, consultas SQL e mockups. Os representantes das instituições parceiras avaliaram positivamente os resultados, destacando melhorias no monitoramento de kits de análises clínicas e no cadastro de medicamentos.
Além dos créditos acadêmicos, os alunos recebem certificados do Coursera. A experiência, segundo os professores Fábio Guerrini e Lucas Zanon, mostra que é possível tornar a graduação mais significativa, formando profissionais aptos a lidar com problemas complexos.
