A Secretaria de Agricultura de São Paulo, por meio da CATI e do IAC, disponibiliza variedades de sementes e mudas resistentes a pragas e eventos climáticos, como o El Niño. A iniciativa visa reduzir riscos e aumentar a segurança da produção agrícola, especialmente para pequenos produtores.
O produtor Luís Bustos, de Tremembé (SP), utiliza há dez anos a variedade de milho AL Piratininga, fornecida pela CATI. Segundo ele, a cultivar resistiu bem a períodos de seca. “A Piratininga tem preço acessível e é bem resistente. Recentemente tivemos um período de seca e ajudou bastante”, afirma.
As variedades de milho da CATI são de polinização aberta e mais rústicas que os híbridos comerciais, permitindo melhor recuperação após ataques de pragas e déficit hídrico. O engenheiro agrônomo Fernando Alves dos Santos destaca que esses materiais são indicados para áreas de maior risco, como plantios tardios ou solos em correção.
O IAC, com 139 anos de pesquisa, já desenvolveu 1.205 cultivares de 112 espécies, incluindo café resistente à ferrugem, cana-de-açúcar adaptada a diferentes regiões e uvas tolerantes ao calor. Essas variedades contribuem para a resiliência da agricultura paulista.