A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, solicitou ao presidente do tribunal, ministro Herman Benjamin, o adiamento do julgamento que seria realizado na quinta‑feira, 6 de julho.
O plenário do STJ analisará um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode culminar no afastamento definitivo de Buzzi do cargo, após as denúncias de assédio e importunação sexual contra duas mulheres.
Buzzi foi afastado do cargo em fevereiro, quando as denúncias se tornaram públicas, e aguarda a conclusão do julgamento, que será realizado de forma presencial e em sessão fechada ao público.
Os advogados da defesa alegam que não tiveram tempo suficiente para conversar com todos os ministros que participarão do julgamento e pedem que a sessão seja remarcada para a semana seguinte ou outra data conveniente.
Paralelamente ao PAD no STJ, Buzzi responde a dois inquéritos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF), um por suspeita de importunação sexual e outro por suposta participação em esquema de venda de sentenças.
Em entrevista ao g1 publicada nesta terça (28), a advogada de Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, contestou as acusações e afirmou que há contradições nos depoimentos das testemunhas de acusação.
“Uma das principais alegações da defesa é que Buzzi não ficou sozinho em seu gabinete com a ex‑funcionária que o acusa.” A defesa também afirmou que, sobre o episódio supostamente ocorrido no litoral de Santa Catarina, o ministro tem dificuldades de locomoção e precisou do auxílio da jovem para sair do mar.
