sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Pet sitters transformam amor por animais em negócio em SP

Pet sitters transformam amor por animais em negócio em SP
Pet sitters transformam amor por animais em negócio em SP
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A procura por cuidadores de animais domésticos, conhecidos como pet sitters, cresce no estado de São Paulo, impulsionada pela relação cada vez mais próxima entre tutores e seus pets. A atividade, que pode ser formalizada como Microempreendedor Individual (MEI), ainda não é regulamentada no Brasil, mas já representa uma oportunidade de renda para muitos profissionais.

Diferente da ajuda informal de parentes ou vizinhos, o pet sitter oferece um serviço especializado, que inclui alimentação, higiene, administração de medicamentos, brincadeiras e monitoramento da saúde e do comportamento do animal. O atendimento é feito no domicílio do tutor, o que ajuda a preservar a rotina do pet e reduz o estresse durante viagens ou ausências prolongadas.

A atividade, que surgiu nos Estados Unidos, ganhou força no Brasil após a pandemia de covid-19, quando muitas pessoas adotaram animais. Com a volta ao trabalho presencial, a demanda por profissionais de confiança aumentou, especialmente em São Paulo, que tem alta concentração de pets e tutores com rotina intensa.

Um exemplo é Gabriela Dorneles, de 47 anos, que atua como cat sitter na zona leste da capital. Ela conta que se reinventou após ser diagnosticada com fibromialgia, que a impediu de continuar como secretária executiva. Hoje, ela atende cerca de 70 clientes e chega a fazer nove visitas por dia em períodos de alta demanda, como Natal e Réveillon.

“Ser cat sitter não é apenas trabalhar com gatos. É preciso saber como lidar com tutores, porque eles confiam em nós a vida dos seus animais e abrem as portas da própria casa, que é um lugar íntimo e sagrado”, afirma Gabriela, que investe em cursos de comportamento felino e geriatria para oferecer um atendimento de qualidade.

Para formalizar o negócio, o profissional pode se registrar como MEI, o que garante CNPJ, emissão de notas fiscais e acesso a benefícios previdenciários. O Sebrae orienta que a formalização traz credibilidade e possibilidade de crescimento. O valor do serviço na capital paulista gira em torno de R$ 100 por hora de visita, variando conforme o número de pets e a necessidade de cuidados especiais.

Os principais desafios da profissão incluem a divulgação nas redes sociais, a organização da agenda e o trânsito. Gabriela ressalta a importância do olhar atento do profissional: “Durante uma visita, percebi que uma gatinha não estava se comportando como de costume. Levei-a ao veterinário e foi descoberto um câncer. O diagnóstico precoce salvou a vida dela”, relata.

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