Estão abertas até 9 de agosto as inscrições para a primeira edição do Prêmio Duda Ermírio de Moraes – O Agro que colhe o futuro, que vai distribuir R$ 200 mil em duas categorias para projetos de inovação em agropecuária sustentável. A iniciativa, em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, busca reconhecer startups, agtechs e empresas de todo o Brasil com soluções inovadoras, prósperas e sustentáveis para o setor.
O prêmio, que já existe há sete anos, agora ganha uma edição voltada ao agronegócio, integrando as comemorações dos 125 anos da Esalq. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial. A proposta é impulsionar iniciativas que contribuam para uma produção de alimentos mais alinhada aos desafios contemporâneos, com base em ciência e tecnologia.
Serão duas categorias: Ceres, para startups e empresas em fase de pré-escala ou escala, com soluções já em operação e gerando receita recorrente; e Pioneiros, para iniciativas em estágio inicial, ainda em validação, com desenvolvimento de MVP (Produto Mínimo Viável) e prova de conceito. Ambas priorizam projetos que utilizem inteligência artificial, internet das coisas e outras inovações aplicadas ao agro.
Para a diretora da Esalq, Thais Vieira, o prêmio está alinhado ao Plano Estratégico da instituição, que tem como pilar a promoção de soluções integradas para os grandes desafios da agricultura, alimentação, ambiente e sociedade. “Mais do que reconhecer realizações, busca estimular a inovação e inspirar iniciativas capazes de transformar os sistemas agroalimentares e gerar impacto para as próximas gerações”, afirma.
Os projetos serão avaliados por critérios como excelência técnica, robustez científica, sustentabilidade, impacto positivo, inovação e capacidade empreendedora. O processo seletivo terá quatro etapas: triagem inicial, avaliação técnica, seleção de finalistas e definição dos vencedores por uma banca composta por especialistas, representantes da Esalq e dos doadores. O primeiro lugar da categoria Ceres receberá R$ 150 mil, e o vencedor da Pioneiros, R$ 50 mil.
Para produtores rurais de Mato Grosso, a iniciativa representa uma oportunidade de acesso a soluções inovadoras que podem aumentar a eficiência e a sustentabilidade das propriedades, além de fomentar o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições locais.