O vendaval que atingiu Ribeirão Preto em 24 de julho causou destruição no campus da USP e colocou em risco atividades essenciais. Em resposta, centenas de servidores, de diversas áreas, se mobilizaram em uma força-tarefa para restabelecer a normalidade, muitas vezes trabalhando além do expediente.
Equipes de manutenção, parques e jardins, informática, biblioteca, biotério, alimentação, segurança e outros setores reorganizaram suas rotinas para enfrentar a emergência. Em alguns casos, as jornadas se estenderam das primeiras horas da manhã até o fim da noite por vários dias.
A mobilização ultrapassou a Prefeitura do Campus e envolveu todas as unidades da Universidade. Diretores, técnicos, equipes administrativas e terceirizados passaram a resolver problemas inéditos, com um objetivo comum: permitir que a USP retomasse seu funcionamento.
Segundo Marisa de Castro Pereira, chefe técnica da Divisão de Apoio ao Ensino e Pesquisa, e Rose Talamone, jornalista da Superintendência de Comunicação Social, o episódio revelou o compromisso dos servidores com o serviço público. “Sem discursos, sem protagonismo, centenas de profissionais trabalharam além do previsto porque compreenderam que havia algo maior a preservar”, afirmam.
Além de recuperar edifícios, foi preciso garantir experimentos científicos, proteger animais de pesquisa, manter serviços de saúde, assegurar alimentação aos estudantes e preservar bibliotecas e laboratórios. A excelência acadêmica, lembram os autores, depende de uma rede ampla de profissionais que sustentam silenciosamente o cotidiano institucional.
