Com as eleições estaduais de 2026 se aproximando, a Segurança Pública aparece como uma das principais bandeiras dos eleitores, exigindo do futuro governador a gestão de ameaças que vão desde fraudes virtuais até o combate ao crime organizado nas ruas.
O Estado de São Paulo comanda a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Técnico-Científica, e destinou aproximadamente R$ 21 bilhões – 5,5 % do orçamento estadual – à Segurança Pública em 2026, ficando atrás apenas da Saúde e da Educação em volume de recursos.
A Divisão de Crimes Cibernéticos (Decciber), criada pela Polícia Civil em 2020, registrou 353 casos solucionados em 2025, incluindo golpes de clonagem de voz e perfis falsos. Em um exemplo, a advogada Célia Regina Zaparolli Rodrigues de Freitas recebeu uma ligação que imitava a voz da irmã pedindo ajuda urgente; a fraude foi evitada após familiares confirmarem que estavam bem.
Em 2025, foram registrados 254 mil roubos e furtos de celulares, média de 700 ocorrências por dia, o que gera não só a perda do aparelho, mas também a possibilidade de invasões a contas bancárias e outras fraudes digitais.
Embora o estado apresente uma das menores taxas de homicídio do país – 7,8 vítimas por 100 mil habitantes – o aumento dos feminicídios preocupa: 141 casos foram contabilizados no primeiro semestre de 2026, 10 % a mais que no mesmo período de 2025. O ex-secretário nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri reforça a importância das delegacias especializadas, afirmando: “Delegacia é pronto-socorro. Não dá para fechar”.
Especialistas apontam que a tecnologia de monitoramento deve ser combinada com a presença efetiva de viaturas nas áreas de maior incidência criminal, além de políticas públicas de iluminação urbana, educação, saúde e geração de emprego, para reduzir a vulnerabilidade social e melhorar a sensação de segurança.
