Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta‑feira (5), revelou que 52% dos entrevistados consideram equivocada a decisão que proíbe Flávio Bolsonaro de visitar o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, foi realizado presencialmente com 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o número BR‑06591/2026.
Além dos 52% que julgam a medida errada, 41% a consideram correta e 7% não souberam ou não responderam. Quando questionados, 53% já sabiam da restrição, enquanto 47% ficaram cientes apenas naquele momento.
Entre os apoiadores de Bolsonaro, 92% acham a proibição errada; entre eleitores de direita não bolsonaristas, 83% compartilham da mesma opinião. Já 70% dos lulistas e 73% dos eleitores de esquerda que não se declaram lulistas consideram a decisão correta.
Entre os eleitores independentes, 50% consideram errada a proibição, 39% a julgam correta e 11% não souberam ou não responderam.
A restrição foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que em 13 de julho suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai após a divulgação de carta escrita por Jair Bolsonaro que incentivava a campanha do filho.
Em 17 de julho, Moraes manteve a proibição e estendeu a suspensão a outras visitas ao ex‑presidente, exceto por advogados, médicos e fisioterapeutas, além de vetar encontros com fins político‑eleitorais até o fim das eleições.
A defesa de Flávio recorreu, alegando desproporcionalidade, e nesta terça‑feira (4) o ministro determinou que a Procuradoria‑Geral da República se manifeste em até cinco dias; caso a decisão não seja revista, o recurso será encaminhado à Primeira Turma do STF.
