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sábado, 22 de agosto de 2026
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SP tem 768 km de congestionamento no 2º dia de greve da CPTM com rodízio suspenso

SP tem 768 km de congestionamento no 2º dia de greve da CPTM com rodízio suspenso
SP tem 768 km de congestionamento no 2º dia de greve da CPTM com rodízio suspenso
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A cidade de São Paulo registrou na manhã desta quarta-feira (5) mais de 768 quilômetros de congestionamento nesse 2° dia de greve de funcionários da CPTM, com o rodízio municipal de veículos suspenso pela prefeitura.

O índice foi registrado às 08h30 e é o maior das últimas quatro semanas na cidade. Em termos de comparação, nas últimas três quartas-feiras anteriores, o índice do horário foi 341 km, 282 km e 252 km.

No primeiro dia de greve desta terça (4), a cidade teve 724 km de lentidão no mesmo horário das 08h30.

Na última segunda (3), quando não havia greve nas linhas de trens, o índice do horário foi de 482 km de lentidão na cidade.

Greve em três linhas da CPTM afeta quase 1 milhão de passageiros na Grande São Paulo

Com a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto, mantida nesta quarta-feira (5), a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos e disse que vai reagendar consultas e exames de pacientes da rede municipal que forem afetados. O governo estadual também manterá o plano de contingência para reduzir os impactos no transporte público.

A paralisação começou na meia-noite da terça (4). Os funcionários pedem a reestatização das três linhas repassadas pela gestão Tarcísio para a empresa Trivia Trens ou a manutenção dos 4.700 empregos dos funcionários da CPTM, que passam por um plano de demissão voluntária (veja mais abaixo).

ACOMPANHE: g1 monitora a situação dos trens de SP em tempo real

De acordo com a prefeitura, o rodízio de veículos está suspenso durante todo o dia.

“As equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) seguem acompanhando as condições de circulação em todas as regiões da capital e adotando as medidas necessárias para minimizar os impactos na mobilidade e orientar os motoristas”, disse o Executivo municipal, em nota.

Em relação ao transporte público municipal, não serão liberadas as faixas exclusivas de ônibus.

Já sobre as consultas e os exames dos pacientes afetados pela greve, a prefeitura informou que as unidades de saúde entrarão em contato diretamente com os usuários, não sendo necessária a presença, para o reagendamento. Em caso de dúvidas, os pacientes podem procurar a gerência da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

Passageiros circulam pelas plataformas da Estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026. Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entraram em greve à 0h desta terça-feira, 4, por tempo indeterminado. — Foto: ROBERTO COSTA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Assim como ocorreu na terça-feira (4), o governo de São Paulo afirmou, em nota, que “a CPTM e o Metrô voltarão a executar o plano de contingência e reforçarão a operação do sistema de transporte para reduzir os impactos à população durante este segundo dia de paralisação”.

Em nota, a TIC Trens informou que reforçará o atendimento ao público na estação de transferência Palmeiras-Barra Funda, com ampliação do número de colaboradores para orientação e suporte aos passageiros.

A concessionária também irá operar com frota máxima nos horários de pico e manterá monitoramento contínuo da operação ao longo do dia. Conforme a demanda de passageiros, se necessário, poderá antecipar a inserção de trens em circulação ou postergar o recolhimento dos trens.

A Motiva disse que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda operam regularmente nesta quarta-feira (5) e permanecerão com os esforços estratégicos para garantir o melhor atendimento aos clientes.

A concessionária também afirmou que manterá o reforço das equipes de atendimento e operação, agentes embarcados em todos os trens e posicionados em pontos estratégicos das estações, transferências abertas e monitoramento em tempo real pelo Centro de Controle Operacional (CCO), permitindo ajustes na circulação sempre que necessário.

“Também poderá ser antecipado o horário de abertura das estações de transferências, conforme a demanda operacional do Metrô”, diz o comunicado.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informou, em nota, que, apesar das tratativas realizadas ao longo do dia, o governo “não apresentou uma garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, principal reivindicação dos Ferroviários durante todo o processo de negociação”.

“Diante da ausência dessa garantia, a assembleia da categoria decidiu manter a greve e convocou nova Assembleia Geral para esta quarta-feira, 5 de agosto, às 17h00, quando os trabalhadores voltarão a avaliar o andamento das negociações e os próximos encaminhamentos do movimento”, diz a nota.

sindicato dos Ferroviários fez assembleia no fim da tarde desta terça-feira (4) — Foto: TV Globo

Em nota, o governo do estado afirmou que “a justificativa apresentada pelo sindicato para sustentar o movimento não é verdadeira”. “Não há demissões em curso decorrentes do processo de concessão. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos”, diz o texto (leia a íntegra mais abaixo).

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou as redes sociais para criticar a greve. Ele chamou o movimento de “instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”.

“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, afirmou.

“A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”, disse.

O governador de SP e candidato à reeleição afirmou, ainda, que “negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”.

“Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, declarou.

Em nota, o governo afirmou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso do governo de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM.

“A paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente. Ao longo de todo o dia, a greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã”, enfatizou.

Ainda de acordo com a nota, desde o início das negociações, o governo de SP e a CPTM apresentaram compromissos concretos e mantiveram canais de diálogos abertos.

“A manutenção dos empregos foi garantida e comunicada ao sindicato na véspera da paralisação. Ao contrário do que alega a entidade, não há demissões em curso, o que torna sem fundamento a motivação trabalhista da greve. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; 475 permanecem nas Linhas 11, 12 e 13, novamente sob gestão da CPTM; 450 estão no Metrô; 177 negociam real

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