A Defesa Civil de São Paulo instaurou o Gabinete de Crise no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) para monitorar a chegada de uma frente fria que deve trazer ventos de até 100 km/h ao estado a partir desta quinta-feira (6). A medida visa coordenar as ações de diversos órgãos para minimizar os impactos do ciclone extratropical, que também deve provocar chuvas moderadas.
De acordo com o CGE, os ventos fortes estão previstos entre sexta-feira (7) e sábado (8), com rajadas que podem atingir 100 km/h. O acumulado de chuvas deve chegar a 40 milímetros, principalmente na faixa sul e na região de Sorocaba. A Defesa Civil alerta para riscos como queda de árvores, destelhamento, interrupção de energia, queda de placas e outdoors, desabamentos, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima.
O Gabinete de Crise é composto por representantes do governo estadual, concessionárias de energia, água e gás, Departamento de Estradas e Rodagens (DER), agências reguladoras, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária. Essa estrutura integrada foi criada em novembro de 2023, após fortes ventos que deixaram a população sem energia por dias na capital e Grande São Paulo.
O coronel Reinaldo de Araújo Monteiro, chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, explicou que o grupo é acionado sempre que há risco climático. “Sempre que um risco é identificado, seja de tempestade, vendaval ou incêndios de grandes proporções, todas as instituições que atuam são imediatamente acionadas”, afirmou.
Monteiro citou como exemplo o incêndio no Instituto do Câncer, quando o Gabinete enviou geradores para garantir energia ao hospital. “Antes dessa instância, teríamos que achar os responsáveis por cada setor, pedir para dimensionar o problema, definir a resposta e encaminhá-la para que cada um acionasse sua estrutura”, disse.
