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sábado, 22 de agosto de 2026
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STJ decidirá nesta quinta punição ao ministro Marco Buzzi por assédio sexual

STJ decidirá nesta quinta punição ao ministro Marco Buzzi por assédio sexual
STJ decidirá nesta quinta punição ao ministro Marco Buzzi por assédio sexual
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidirá nesta quinta‑feira (6 de agosto) se o ministro Marco Buzzi será punido pelas acusações de assédio e importunação sexual feitas por duas mulheres.

A sustentação oral da acusação começou por volta das 10h, seguida das defesas das vítimas. A comissão interna que apurou o caso recomendou a aplicação da pena de disponibilidade, que pode culminar em demissão, de acordo com o entendimento da Primeira Turma do STF e a nova regulamentação do Conselho Nacional de Justiça.

A Procuradoria‑Geral da República (PGR) pediu aposentadoria obrigatória, permitindo ao ministro receber salário proporcional, e destacou que as vítimas apresentaram relatos firmes, coerentes e convergentes com as provas do processo.

Marco Buzzi, ministro do STJ desde setembro de 2011, nega as acusações, alegando que as denúncias são falsas. Em sua defesa, os advogados afirmam: “Essas alegações de assédio, já comprovadas falsas, causaram irreversíveis danos à imagem do defendente, à sua reputação profissional, sua vida pessoal, causando-lhe marcas irreversíveis, eternas cicatrizes, incapacitando-o até mesmo para o exercício de determinadas atividades, tanto que já se afastou, voluntariamente, das faculdades nas quais por longos anos lecionou, deixou de frequentar a sua Igreja”. Também argumentam que “o excesso de contradições provadas tanto entre o relato das testemunhas com o depoimento da segunda denunciante, mas também entre as próprias testemunhas, esvaziam por completo a fiabilidade probatória que se queira emprestar a tais elementos”.

A votação requer 17 votos. Quatro ministros afirmaram, de forma reservada ao g1, acreditar em “punição severa” para o ministro. Caso seja sancionado, a defesa poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal. A sessão, presidida pelo ministro Herman Benjamin, terá relatório da comissão composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Villas Bôas Cueva.

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