A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta sexta-feira (7) que subiu para 23 o número de casos de sarampo no estado, com sete novos registros na capital em apenas quatro dias. Na segunda-feira (3), o total era de 16 casos.
Dos 23 casos, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. Segundo a pasta, 14 pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
Para conter o avanço, o governo estadual enviou 150 mil novas doses da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) para a capital e 80 mil para São Bernardo do Campo na tarde de quinta-feira (6). A SES-SP ressalta que os municípios são responsáveis pelo armazenamento e remanejamento das doses entre as unidades de saúde.
A orientação da SES-SP é que todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos sejam vacinados, mesmo que já tenham recebido o imunizante. Nos demais 642 municípios, a campanha de multivacinação é voltada a crianças e adolescentes até 15 anos.
Os índices de cobertura da tríplice viral seguem abaixo da meta de 95%: neste ano, a primeira dose alcançou 77,5% e a segunda, 65,5%. Em 2025, os percentuais eram de 94% e 84,4%, respectivamente.
“A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população”, afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE-SP).
A SES-SP também disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, com respostas a perguntas frequentes sobre eficácia, efeitos adversos e riscos da não vacinação. São Paulo é o único estado brasileiro com casos confirmados, caracterizando surto ativo.
