A exposição Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra, em cartaz na Caixa Cultural São Paulo, reúne 69 gravuras originais do artista holandês. A mostra, inaugurada em 29 de julho, explora os aspectos divinos e humanos da obra de Rembrandt, com curadoria do historiador italiano Luca Baroni. A entrada é gratuita e a visitação vai até 27 de setembro.
Segundo a professora Ana Magalhães, do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, Rembrandt transformou a gravura em objeto artístico, indo além da mera reprodução técnica comum no período Barroco. “Rembrandt transformou a gravura em algo que ela não era até então, atualizou suas possibilidades de uso e a transformou efetivamente em um objeto artístico”, afirma.
O artista utilizava técnicas inovadoras de água-forte e ponta-seca, misturando corrosão por ácido e traços com agulhas em chapas de cobre. Ele criava texturas dramáticas e deixava camadas de tinta, tornando cada cópia única. A exposição inclui uma sala dedicada a esses materiais.
As obras são organizadas em dois eixos: Divino e Humano. No eixo Divino, estão gravuras religiosas como A Descida da Cruz (1633) e As Três Cruzes (1653). Já no eixo Humano, destacam-se retratos de pessoas marginalizadas e autorretratos, nos quais Rembrandt registra seu envelhecimento e reflete sobre a passagem do tempo.
A mostra também tem recursos de acessibilidade, como uma escultura do rosto do artista para toque e placa em braille. Uma sala imersiva projeta as gravuras em tamanho ampliado, convidando o visitante a mergulhar na obra.
O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 18h, na Praça da Sé, 111, centro de São Paulo.
