O Campus USP de Ribeirão Preto apresentou, em reunião do Conselho Gestor na quarta-feira (5), o balanço do Protocolo de Atendimento de Emergências Médicas, que integra desfibriladores, treinamento de servidores e brigadistas, Guarda Universitária e Samu para garantir resposta rápida em situações críticas.
O médico Antonio Pazin Filho, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e ex-presidente da Comissão de Emergências Médicas, destacou a evolução da rede de atendimento implantada há mais de uma década. Segundo ele, o crescimento da população que circula diariamente pelo campus tornou essencial a criação de um fluxo específico para emergências.
“Não basta ter o equipamento. É preciso construir um processo de atendimento, treinar pessoas e organizar uma rede capaz de responder rapidamente às emergências”, afirmou Pazin. O protocolo segue recomendações internacionais, com equipamentos em locais de fácil acesso e treinamentos periódicos em ressuscitação cardiopulmonar e primeiros socorros.
Durante a reunião, Pazin avaliou uma ocorrência recente envolvendo um estudante no campus. Ele afirmou que todos os procedimentos foram executados conforme o protocolo, desde o acionamento da rede até o atendimento pelo Samu. “O sistema funcionou como foi planejado. Infelizmente, mesmo quando toda a assistência é prestada de forma adequada, nem sempre é possível reverter o quadro clínico”, explicou.
O professor André Lucirton Costa, Superintendente de Saúde da USP, ressaltou a importância da integração de ações no atendimento à saúde e apresentou o planejamento da SAU para os campi, focado em fluxos de atendimento. O presidente do Conselho Gestor, Jorge Elias Júnior, reforçou o compromisso de fortalecer ações preventivas e investir em infraestrutura para um campus cada vez mais seguro.
