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sábado, 22 de agosto de 2026
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Carro de luxo de Deolane Bezerra é apreendido pela PM em SP; filho dirigia

Carro de luxo de Deolane Bezerra é apreendido pela PM em SP; filho dirigia
Carro de luxo de Deolane Bezerra é apreendido pela PM em SP; filho dirigia
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Um carro de luxo da advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi apreendido pela Polícia Militar no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, na madrugada do último domingo (9). O Mercedes-Benz GLC 300, avaliado em mais de R$ 400 mil, era dirigido pelo filho mais velho da influenciadora, Giliard Vidal dos Santos.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio e virou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é alvo da Operação Vérnix, que também investiga integrantes da facção, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo g1, policiais militares receberam uma informação de que havia um registro de ação criminosa relacionado ao veículo e que o carro estava circulando pela Avenida Salim Farah Maluf.

Os policiais localizaram o Mercedes durante patrulhamento e fizeram a abordagem por volta de 0h30. Durante a vistoria, não foram encontrados objetos ilícitos ou outras irregularidades.

Na consulta ao sistema, os agentes identificaram um mandado de busca e apreensão do veículo, expedido no âmbito da Operação Vérnix. O carro foi apreendido e levado para o 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações seguem pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau, por meio da Operação Vérnix.

“Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial”, disse a pasta.

A Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação prendeu a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o chefe da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e parentes dele. A investigação começou em 2019 e passou por quatro fases.

A apuração teve início após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O material fazia referências à estrutura do PCC, a integrantes da facção e a possíveis planos de ataques contra agentes públicos.

A análise dos documentos levou os investigadores até uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau, que, segundo a investigação, seria usada como empresa de fachada para lavar dinheiro do crime organizado.

Na etapa seguinte, a polícia apreendeu um celular que revelou informações sobre a movimentação de recursos da facção e a atuação de intermediários, entre eles Deolane Bezerra e Emerson de Souza.

Com o avanço da investigação, relatórios financeiros apontaram, segundo a polícia, movimentações milionárias, depósitos fracionados, uso de empresas de fachada e ocultação de patrimônio. A Operação Vérnix passou a investigar a participação de Deolane e de outros alvos no suposto esquema de lavagem de dinheiro. A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos.

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