Um curso internacional realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, reuniu estudantes de 24 países para discutir o futuro da produção de alimentos. O evento, que durou duas semanas, integrou ensino, pesquisa e intercâmbio internacional, com foco em sistemas tropicais de produção biológica.
Os participantes tiveram acesso a aulas, palestras e visitas de campo conduzidas por docentes e pesquisadores da Esalq, além de atividades práticas em laboratórios, centros de pesquisa e campos experimentais. O curso também estimulou o trabalho em grupo, resultando na elaboração de propostas inovadoras voltadas à segurança alimentar e nutricional, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Para a coordenadora Aline César, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, a diversidade de nacionalidades e experiências fortalece a criação de soluções mais robustas. “Interagir com estudantes de diferentes continentes, países, sistemas educacionais e culturas permite a construção de discussões e soluções muito mais completas”, afirmou. Ela destacou que o impacto vai além da sala de aula, podendo gerar ideias de pesquisa, soluções para a sociedade e até startups.
Estudantes de países como China, Colômbia, Alemanha e Brasil compartilharam suas experiências. Yufei He, da China Agricultural University, destacou o interesse em aprender sobre agricultura tropical e a automação no campo brasileiro. Alejandro López Ochoa, da Colômbia, ressaltou a reputação internacional da Esalq e a oportunidade de intercâmbio cultural. A alemã Nele Wurck elogiou a acolhida e a riqueza cultural do Brasil. Já o brasileiro João Antônio Roscia, aluno de Engenharia Florestal, enfatizou o aprendizado em inglês e o compartilhamento de conhecimentos sobre agricultura e florestas.
Ao longo das dez edições do curso, participaram estudantes de 24 países, com 174 estrangeiros e 99 brasileiros, sendo 95 da Esalq. A iniciativa reforça o papel da USP como polo de formação global e pesquisa em sistemas agroalimentares sustentáveis, beneficiando diretamente o agronegócio, especialmente em Mato Grosso, um dos principais estados produtores do país.
