A soberania, bandeira do presidente Lula na campanha pela reeleição, é agora utilizada pelo candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) em seu programa de governo, apresentado à Justiça Eleitoral.
No documento, o termo ‘soberania’ aparece 12 vezes, com a equipe de Flávio buscando fazer um ‘contraponto à narrativa da esquerda’. A intenção é trazer a discussão para a segurança pública, um tema considerado prioritário pelo eleitorado, segundo pesquisas.
Desde que o governo de Donald Trump impôs um tarifaço no ano passado, Lula tem defendido a soberania nacional. A crítica dos EUA ao PIX e a designação de facções brasileiras como terroristas intensificaram essa narrativa.
Flávio Bolsonaro, em seu programa, apresenta o subtítulo ‘soberania com profissionalismo, não com ideologia’. A equipe do candidato pretende focar o discurso na segurança pública, destacando que ‘as pessoas precisam ser soberanas primeiro dentro do próprio país’.
Enquanto isso, a campanha de Lula enfatiza o combate ao crime organizado e a estrutura financeira das facções, com propostas como a criação do Ministério da Segurança Pública e a modernização das penitenciárias.
Flávio, por sua vez, propõe medidas como a redução da maioridade penal e a construção de novos presídios de segurança máxima. Ele também defende a castração química de condenados por estupro e o endurecimento do monitoramento de agressores de mulheres.
