Uma parceria entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pesquisadores da USP visa tornar as urnas eletrônicas mais acessíveis nas eleições gerais deste ano. A iniciativa envolve o Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) da Escola Politécnica e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU).
Desde sua implementação em 1996, as urnas eletrônicas têm como objetivo garantir um sistema de votação mais seguro. Agora, o projeto Eleições do Futuro busca ampliar a autonomia dos eleitores, especialmente para pessoas com deficiência que enfrentam dificuldades com o teclado físico das urnas.
A professora Lúcia Filgueiras, do LARC, destacou que a proposta é desenvolver alternativas de interação que não dependam exclusivamente do teclado, preservando o sigilo do voto. A parceria com a FAU surgiu após a necessidade de reorganizar as informações na tela das urnas.
Uma competição de design realizada no final do ano passado envolveu cerca de 30 alunos de graduação e três de pós-graduação, que trabalharam em 12 equipes para criar protótipos de teclados acessíveis. Os estudantes também exploraram melhorias na interface, beneficiando todos os eleitores.
As propostas incluem alterações na tipografia, elementos gráficos e hierarquia das informações. As tecnologias assistivas estão sendo testadas para garantir sua eficácia em atender às necessidades de acessibilidade de diferentes grupos de eleitores.