No centro-oeste paulista, o Sítio Agroecológico Munay, em Marília, implementa práticas de agroecologia há mais de quatro anos. Em uma área de dois hectares, convivem mais de 80 espécies vegetais em um sistema agroflorestal que visa recuperar o solo e aumentar a biodiversidade.
A iniciativa busca demonstrar que é possível utilizar os recursos naturais de maneira sustentável, conciliando a produção de alimentos com a preservação ambiental. “Esse projeto nasce da inquietação com a minha responsabilidade na Terra. Como eu posso ajudar nessa casa, que é o nosso planeta?”, afirma Alessandra de Moraes, idealizadora do projeto.
Entre as ações do sítio, destacam-se a compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. O agroecólogo Lucas Lambertini Bossay ressalta que modelos como esse mostram que a produção agrícola e a conservação ambiental podem coexistir.
O local também recebe grupos de estudantes e visitantes interessados em práticas sustentáveis. A engenheira de alimentos Isabel Brito, que visitou o sítio, acredita que é fundamental transmitir esse conhecimento às novas gerações: “Entender que a gente tem que fazer nossa parte”, diz.
Outro aspecto importante da propriedade é a preservação das abelhas sem ferrão, que contribuem para a polinização e ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
No oeste paulista, em Presidente Epitácio, projetos de reflorestamento buscam recuperar áreas degradadas às margens do Rio Paraná. A Associação em Defesa do Rio Paraná cultiva quase 65 espécies de árvores nativas, com cerca de 200 mil mudas em produção. O ambientalista Djalma Welffort destaca que a recuperação ambiental já transformou pastagens degradadas em áreas verdes.
O buriti, uma das espécies em destaque, voltou a ocupar espaços próximos aos rios, desempenhando um papel crucial no equilíbrio ambiental ao fornecer alimento e abrigo para diversas espécies.
A recuperação da vegetação também favorece o retorno de animais silvestres, como onças-pardas e tamanduás-bandeira, contribuindo para a biodiversidade regional.
