O professor Carlos Eduardo Vian, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), defende que a indústria brasileira adote uma estratégia de longo prazo para voltar a crescer. Em sua coluna na Rádio USP, ele aponta que a retomada depende da criação de novas cadeias produtivas, especialmente em regiões onde a indústria é menos diversificada.
Vian destaca oportunidades em setores como energia renovável, minerais estratégicos, terras raras e beneficiamento de commodities. A expansão da energia eólica, inclusive offshore, pode estimular investimentos, infraestrutura e processos de descarbonização. Já as terras raras são essenciais para novas tecnologias, como centros de inteligência artificial.
Segundo o professor, os resultados dessas estratégias devem aparecer gradualmente, com impactos parciais em cerca de sete a oito anos e efeitos mais amplos em 15 a 20 anos. Para isso, ele defende uma política industrial de Estado, de longo prazo e independente dos ciclos eleitorais, voltada à extração, ao beneficiamento de matérias-primas e à produção de equipamentos e componentes no Brasil.
Para empresários e trabalhadores locais, a implementação dessas políticas pode significar novos investimentos, geração de empregos qualificados e redução das desigualdades regionais. No entanto, a espera por resultados concretos exige paciência e planejamento contínuo.