sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Estudantes de Fisioterapia da USP atuam em ambulatório de cefaleia

Estudantes de Fisioterapia da USP atuam em ambulatório de cefaleia
Estudantes de Fisioterapia da USP atuam em ambulatório de cefaleia
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Alunos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP estão se preparando para a prática clínica antes do estágio obrigatório, participando do projeto Avaliação Musculoesquelética de Pacientes com Migrânea. Sob supervisão, eles avaliam e tratam pacientes com enxaqueca e dores na cabeça, pescoço e coluna cervical.

O projeto é realizado nos ambulatórios de Cefaleia e Algias Craniofaciais e de Cefaleia Infantil do Hospital das Clínicas da FMRP, que oferece atendimento especializado e multidisciplinar, incluindo acompanhamento fisioterapêutico.

A professora Débora Bevilaqua Grossi, responsável pela Fisioterapia nos ambulatórios, destaca que a proposta visa integrar ensino, assistência e pesquisa, proporcionando aos alunos uma experiência clínica precoce. “Nosso objetivo é integrar esses alunos de graduação, dando a eles uma experiência prévia dentro de um ambiente clínico”, afirma.

Os estudantes passam por uma fase de observação e, em seguida, recebem treinamento sobre os procedimentos de avaliação e técnicas terapêuticas. “É um treinamento obrigatório. Ninguém começa a atender sem esse preparo prévio”, ressalta Débora.

Durante as atividades, os alunos aprendem a avaliar o sistema da cabeça e coluna cervical, propor tratamentos e acompanhar a evolução dos pacientes, além de desenvolver habilidades para o manejo clínico de dores crônicas.

Os pacientes atendidos inicialmente são avaliados pela equipe de Neurologia e, quando necessário, recebem acompanhamento fisioterapêutico. Entre julho e dezembro de 2024, 595 pacientes foram atendidos nos ambulatórios, com 56 deles recebendo tratamento fisioterapêutico.

A participação no ambulatório pode abrir novas oportunidades acadêmicas, com muitos alunos desenvolvendo trabalhos de iniciação científica e até realizando pesquisas no exterior. A professora enfatiza que a experiência no projeto é uma porta de entrada para o conhecimento e pesquisa na área de cefaleias.

O projeto busca manter a integração entre formação profissional, pesquisa científica e atendimento à população, contribuindo para o tratamento de dores que são prevalentes e incapacitantes.

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