O Brasil conta com 4,6 milhões de consumidores que geram sua própria energia, representando cerca de 5% do total de consumidores. Essa prática, conhecida como geração distribuída, tem transformado a matriz energética do país, mas também traz desafios significativos para o sistema elétrico.
Residências, comércios e propriedades rurais utilizam painéis solares para produzir energia, mas a intermitência dessa geração, que depende de condições climáticas, pode causar sobrecargas no sistema elétrico. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já acionou mecanismos para reduzir a geração em momentos de excesso, como ocorreu recentemente, quando foi necessário cortar 1 gigawatt (GW) de energia entre 11h e 13h30.
Os subsídios que incentivam a instalação de painéis solares têm um custo elevado, estimados em R$ 52,7 bilhões para 2026, impactando diretamente a conta de luz dos consumidores. Especialistas alertam que essa situação pode comprometer o retorno de investimentos no setor e gerar perdas financeiras significativas.
O ONS está considerando medidas para melhorar o equilíbrio entre carga e geração, incluindo o uso de sistemas de armazenamento de energia e o fortalecimento da infraestrutura de transmissão. A Associação Brasileira de Energia Eólica sugere também a adoção de tarifas dinâmicas e restrições em áreas saturadas para novos acessos à geração distribuída.