Em meio a tensões internacionais, a bolsa brasileira registrou um aumento de 1,3%, alcançando seu maior nível em quase quatro meses. O dólar comercial encerrou o pregão a R$ 5,15, com uma queda de 0,54%.
A alta no preço do petróleo no mercado internacional beneficiou os ativos brasileiros, destacando-se a Petrobras, que teve um papel fundamental no avanço do Ibovespa.
Após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que mostrou uma desaceleração econômica, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,20, mas posteriormente perdeu força, acompanhando a tendência de outras moedas emergentes.
O Ibovespa fechou a 179.722,48 pontos, após ultrapassar os 181 mil pontos, o que representa o nível mais alto desde 12 de maio. As ações da Petrobras, com alta de 4,11% e 4,14% para os papéis preferenciais e ordinários, respectivamente, foram os principais motores dessa valorização.
Além disso, a produção de petróleo no Brasil atingiu um recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a ANP. O aumento no preço do querosene de aviação também foi um fator relevante para o mercado.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o S&P 500 teve uma queda de 0,71%, refletindo um clima de pessimismo, contrastando com o desempenho positivo da bolsa brasileira.
