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terça-feira, 01 de setembro de 2026
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Justiça exige detalhes da polícia sobre investigação de produtora de ‘Dark Horse’

Justiça exige detalhes da polícia sobre investigação de produtora de 'Dark Horse'
Justiça exige detalhes da polícia sobre investigação de produtora de 'Dark Horse'
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A Justiça de São Paulo solicitou que a Polícia Civil apresente detalhes sobre as provas reunidas em uma investigação relacionada a supostos desvios de recursos públicos em um contrato da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A decisão, publicada na última segunda-feira (31), é parte de um inquérito que investiga irregularidades na execução do contrato para a implantação de internet gratuita na cidade.

O juiz responsável pelo caso ainda não decidiu se permitirá o acesso aos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que foram solicitados pela polícia. Ele determinou que os investigadores apresentem documentos e indícios concretos que sustentem as suspeitas antes de prosseguir.

A investigação também menciona subcontratações que somariam cerca de R$ 98 milhões e a possibilidade de que parte dos recursos públicos tenha sido utilizada para financiar atividades da Go Up Entertainment, empresa da produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O juiz destacou que a representação policial não esclarece adequadamente quais elementos de prova sustentam as conclusões sobre as irregularidades. Além disso, a Justiça autorizou a inclusão do ICB e de Karina Ferreira da Gama como formalmente investigados no inquérito e concedeu à polícia mais 90 dias para concluir as investigações.

A Operação Wi-Fi, realizada em junho, já havia investigado o ICB por suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. A defesa de Karina Ferreira da Gama, por sua vez, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda as investigações na Justiça Estadual, argumentando que o foco real seria a aplicação de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme.

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