A pesca artesanal é crucial para a geração de renda e segurança alimentar nas comunidades costeiras do Sistema Estuarino de Santos–São Vicente (SESS). Um estudo do Instituto de Pesca (IP-APTA), parte do projeto Valoriza Pesca, revela que o pescado dessa região possui significativo valor nutricional e econômico.
A pesquisa analisou nove espécies de peixes, incluindo a corvina (Micropogonias furnieri) e o parati (Mugil curema), que são fundamentais tanto para a captura quanto para a alimentação local. O parati, por exemplo, apresentou o maior teor de proteína, com 25,37g/100g, e ambos os peixes demonstraram baixos níveis de gordura, mas boas quantidades de ácidos graxos ômega-3.
Além do valor nutricional, o estudo avaliou a produção pesqueira e o status de conservação das espécies. Embora a maioria não esteja ameaçada, o caranguejo-uçá (Ucides cordatus) é classificado como “quase ameaçado”, indicando a necessidade de monitoramento contínuo.
A coordenadora do estudo, Érika Furlan, enfatiza que a valorização do pescado vai além do preço de mercado, englobando sua contribuição para a alimentação e a geração de renda nas comunidades. A pesquisa também destaca a importância de integrar informações econômicas, nutricionais e ambientais para formular políticas públicas eficazes.
Os resultados do estudo visam fortalecer a gestão sustentável da pesca artesanal e promover a segurança alimentar, reconhecendo o pescado como um recurso vital para a sustentabilidade das comunidades costeiras.