Estudos indicam que a prática regular de exercícios físicos pode reduzir em até 24% o risco de demências, além de beneficiar a memória, o aprendizado e a saúde mental.
A atividade física ajuda a prevenir o declínio cognitivo e doenças como Alzheimer, além de aliviar sintomas de ansiedade e depressão. Uma revisão com dados de mais de 4 milhões de pessoas revelou que indivíduos ativos fisicamente apresentam menor probabilidade de desenvolver demências.
Durante a prática de exercícios, a circulação sanguínea e a oxigenação aumentam, favorecendo a formação de novas células cerebrais e fortalecendo as conexões neuronais, especialmente no hipocampo, área relacionada à memória e aprendizado. Exercícios aeróbicos, por exemplo, podem aumentar o volume do hipocampo em idosos.
Realizar de 35 a 60 minutos de atividade moderada, como caminhada, bicicleta, natação, musculação, remo ou dança, é suficiente para reduzir significativamente o risco de declínio cognitivo. Assim, manter-se ativo é essencial para proteger a memória e a saúde cerebral ao longo do envelhecimento.
A coluna Corpo e Movimento, com o professor José Carlos Farah, é transmitida quinzenalmente às terças-feiras, às 8h30, pela Rádio USP.