quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

USP lança protocolo para análise de variantes genéticas em doenças raras

USP lança protocolo para análise de variantes genéticas em doenças raras
USP lança protocolo para análise de variantes genéticas em doenças raras
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Pesquisadores do Centro Integrado de Doenças Genéticas e Raras da Faculdade de Medicina da USP (Cigen-FMUSP) desenvolveram um protocolo aberto que orienta a análise de variantes genéticas no diagnóstico de doenças raras. A iniciativa visa padronizar o trabalho dos profissionais de saúde e facilitar a interpretação dos dados obtidos por meio do sequenciamento genético, que está se expandindo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A doutoranda Valquíria Reis, responsável pela submissão do protocolo, destaca que o Brasil já conta com uma linha de cuidado para doenças raras, envolvendo desde a atenção primária até serviços de referência, com 61 centros habilitados em 15 estados. Recentemente, o Hospital das Clínicas da FMUSP passou a integrar essa rede.

O sequenciamento genético pode revelar milhares de alterações no DNA, mas nem todas estão relacionadas a doenças. Valquíria explica que o principal desafio é identificar quais dessas alterações são realmente patogênicas. O trabalho do analista envolve a investigação dessas variantes com base em evidências disponíveis em bancos de dados e na literatura científica, além de correlacionar essas informações com os dados clínicos do paciente.

As variantes são classificadas em cinco categorias, que vão de patogênicas a benignas, incluindo aquelas de significado incerto. Essa análise é integrada ao laudo médico, que auxilia na avaliação do paciente. O protocolo, que organiza a interpretação das variantes como um trabalho investigativo, foi publicado em acesso aberto e contém links para diversas fontes de informação.

A expectativa é que a demanda por profissionais capacitados para interpretar os resultados do sequenciamento aumente com a ampliação do acesso aos exames. Valquíria ressalta a importância do compartilhamento de protocolos e experiências entre instituições para garantir uma análise criteriosa e responsável das variantes genéticas, contribuindo assim para o cuidado dos pacientes.

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