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quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Araçatuba define diretrizes para quatro museus em novo projeto cultural

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Araçatuba define diretrizes para quatro museus em novo projeto cultural
Araçatuba define diretrizes para quatro museus em novo projeto cultural

Araçatuba estabeleceu novas diretrizes para quatro museus por meio de leis publicadas nessa terça-feira (6) no Diário Oficial do Município. O conjunto de medidas define finalidades, objetivos, acervos e formas de atuação das instituições para o futuro da história da arte e da cultura do município.

As normas editadas pela Secretaria Municipal de Cultura tratam do Museu da Imagem, do Som e da Comunicação Alcides Mazzini (MISC), do Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues, do Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon e do Museu Araçatubense de Artes Plásticas (MAAP).

As quatro instituições passam a ser caracterizadas, nas respectivas leis, como museus públicos, municipais e sem fins lucrativos, vinculados à Secretaria Municipal de Cultura. As regulamentações também estabelecem que as unidades devem atuar na preservação, pesquisa, documentação, comunicação e difusão de seus respectivos acervos.

Segundo a secretária municipal de Cultura, Vanessa Manarelli, as leis organizam as finalidades e os acervos dos museus e estabelecem diretrizes para que cada instituição preserve sua área de atuação. “O objetivo é fortalecer a relação dos museus com a história, a memória, a produção artística e a comunidade de Araçatuba”, comentou.

Para o prefeito Lucas Zanatta, é importante estabelecer a base legal para a preservação da memória e da produção cultural de Araçatuba. “Os museus passam a ter suas finalidades e seus acervos definidos em lei, criando condições para que esse patrimônio seja preservado e colocado à disposição da população”, afirmou.

A Lei nº 9.141/2026 redefine o Museu da Imagem, do Som e da Comunicação Alcides Mazzini e mantém a sigla MISC. A instituição, que se encontra em processo de implantação, funcionará na Avenida dos Araçás, 1.421, no Centro, e terá como áreas de atuação os acervos relacionados à imagem, ao som e à comunicação.

Entre os objetivos estão a preservação de materiais ligados à fotografia, cinema, rádio, televisão, música, audiovisual, propaganda e arte gráfica. A lei também prevê a criação do Núcleo Mazzini, dedicado à memória e ao legado de Alcides Mazzini, além do desenvolvimento de pesquisas, ações educativas, mediação cultural, formação de público e exposições de longa duração, temporárias e itinerantes.

O acervo poderá reunir equipamentos e tecnologias de imagem, som e comunicação, registros audiovisuais, fotográficos, fonográficos, gráficos e digitais, materiais editoriais e de comunicação e depoimentos produzidos por meio de pesquisas de história oral.

A Lei nº 9.142/2026 estabelece as diretrizes do Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues, localizado na Rua Joaquim Nabuco, 125, no Centro. A instituição tem como foco os acervos relacionados à antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e à memória ferroviária local e regional.

A legislação estabelece como objetivos a preservação e a difusão da memória ferroviária, o incentivo a pesquisas sobre história e patrimônio ferroviário e a estruturação do Núcleo Moisés, dedicado à memória e ao legado de Moisés Joaquim Rodrigues. Também estão previstas ações educativas, mediação cultural, formação de público e exposições.

O acervo poderá receber bens e documentos relacionados à ferrovia que pertenceram a Moisés Joaquim Rodrigues, além de outros bens culturais vinculados à NOB, à RFFSA ou à memória ferroviária local e regional.

A Lei nº 9.143/2026 reconhece como museu municipal o Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon, em decorrência do processo de municipalização formalizado junto ao Estado de São Paulo. A instituição funciona na Casa do Engenheiro Chefe, na Rua XV de Novembro, 247, no Centro, que passa por obras de restauração.

O Museu Rondon terá entre seus objetivos a preservação e difusão da história e da identidade cultural de Araçatuba, incluindo a memória dos povos originários, famílias fundadoras, imigrantes e personalidades araçatubenses, além da memória histórica paulista e do legado de Marechal Cândido Rondon. A lei também prevê pesquisas, ações educativas, mediação cultural, formação de público e exposições.

O acervo inclui arquivos, livros, bens móveis e coleções transferidos pelo Estado de São Paulo ao município durante o processo de municipalização, além de bens culturais relacionados à memória de Araçatuba, do Estado de São Paulo ou à trajetória de Rondon.

A Lei nº 9.144/2026 reorganiza o Museu Araçatubense de Artes Plásticas (MAAP), que funciona na Rua Duque de Caxias, 20, no Centro. A instituição terá como foco as artes visuais de Araçatuba e região e deverá preservar, pesquisar, documentar, comunicar e difundir seu acervo artístico-cultural.

A legislação estabelece como objetivos a valorização das artes e dos artistas visuais, das artes e dos ofícios tradicionais locais e regionais e da identidade cultural araçatubense. Também prevê pesquisas relacionadas às artes visuais, história da arte, estética e à museologia, além de ações educativas, mediação cultural, formação de público e exposições.

O acervo do MAAP inclui obras artísticas, livros, catálogos e revistas doados pela Associação dos Artistas Plásticos de Araçatuba (APLA), além de obras, coleções e outros bens culturais vinculados às artes visuais que sejam doados, legados ou adquiridos pelo município.

As quatro leis determinam que o funcionamento dos museus será disciplinado por regimentos internos e atos administrativos complementares, observadas as disposições da Lei Federal nº 11.904/2009, que institui o Estatuto de Museus. As despesas decorrentes da execução das normas serão custeadas por dotações orçamentárias próprias.

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