sábado, 24 de outubro de 2026
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Câncer de mama e gravidez: como preservar a fertilidade durante o tratamento

Câncer de mama e gravidez: como preservar a fertilidade durante o tratamento
Câncer de mama e gravidez: como preservar a fertilidade durante o tratamento
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O diagnóstico de câncer de mama em mulheres em idade reprodutiva pode complicar o desejo de engravidar. O tratamento oncológico frequentemente exige o adiamento da gravidez, mas existem estratégias, como a criopreservação de óvulos e embriões, que permitem planejar a maternidade após a terapia.

O médico oncologista Daniel Negrini, do Ambulatório de Câncer de Mama na Gestação do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ressalta que a preservação da fertilidade é um aspecto que deve ser considerado e discutido com as pacientes. “As principais sociedades médicas recomendam o encaminhamento para avaliação da preservação da fertilidade antes de tratamentos que possam comprometer a capacidade de engravidar”, explica.

A criopreservação de óvulos envolve a estimulação hormonal para aumentar a produção de óvulos, que são coletados e congelados antes do início do tratamento. No futuro, esses óvulos podem ser fertilizados, possibilitando uma gestação quando a paciente estiver pronta. A avaliação da fertilidade deve ser realizada antes do tratamento, quando possível, pois não todas as mulheres desenvolvem infertilidade após o tratamento.

O câncer de mama durante a gestação é raro, ocorrendo em aproximadamente um caso a cada 3 mil. O tratamento deve ser cuidadosamente planejado, levando em conta a saúde da mãe e do feto, e requer uma equipe multidisciplinar para garantir a melhor abordagem terapêutica.

Além disso, a terapia hormonal, que pode durar de cinco a dez anos, pode ser um obstáculo para mulheres que desejam engravidar. Um estudo recente, chamado Positive, investigou a segurança da interrupção temporária da terapia hormonal, permitindo que 74% das participantes engravidassem, sem aumento significativo do risco de recorrência da doença.

Negrini enfatiza a importância de discutir o desejo de ter filhos com a equipe médica logo após o diagnóstico. A criopreservação pode ser uma alternativa viável, mas deve ser avaliada individualmente. O oncologista também alerta para a necessidade de métodos contraceptivos durante o tratamento, pois uma gravidez nesse período pode trazer complicações.

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