Um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, em parceria com a Fapesp e o CNPq, está recrutando voluntárias para entender como as mulheres vivenciam o parto no Brasil, tanto em serviços públicos quanto privados. O objetivo é comparar essas experiências com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa, que pode ser acessada através de um questionário online, busca ouvir mulheres que deram à luz no Brasil, independentemente da data do parto. O intuito é aprimorar a assistência ao pré-natal, parto e pós-parto no país.
Coordenado pela professora Simone Diniz e sua equipe, o estudo utiliza métodos quantitativos e qualitativos para explorar experiências positivas e negativas relacionadas ao parto. Grupos de usuárias colaboraram na adaptação das escalas e na interpretação dos resultados.
Além de avaliar as experiências gerais, a pesquisa também se concentra em grupos específicos, como mulheres pretas, pardas, indígenas, com sobrepeso ou complicações clínicas, e homens trans, que terão questionários adaptados. Os dados coletados permitirão comparações com experiências de parto em outros 15 países.
A participação é voluntária e confidencial, com a promessa de que os resultados contribuirão para melhorar a experiência do parto para futuras gerações. A pesquisa também visa promover práticas humanizadas e fortalecer políticas públicas sobre direitos reprodutivos.
As interessadas podem acessar o questionário e devem estar cientes de que o conteúdo pode abordar temas delicados. O tempo estimado para completar o questionário é de 60 a 90 minutos, e as participantes têm a opção de interromper e retomar o preenchimento. Para mais informações sobre como participar, acesse o link disponível.