sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

Estudo sugere melhorias para jornada única de professores em escolas

Estudo sugere melhorias para jornada única de professores em escolas
Estudo sugere melhorias para jornada única de professores em escolas
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Um estudo da Fundação Carlos Chagas analisa os motivos que levam professores a lecionar em mais de uma escola. Os resultados indicam que, apesar da preferência por atuar em uma única instituição com carga horária de 20 a 30 horas-aula semanais, muitos educadores precisam trabalhar em múltiplas escolas, chegando a cumprir 40 horas-aula ou mais por semana.

A pesquisa Teaching and Learning International Survey (TALIS), realizada pela OCDE, revela que o Brasil é um dos países com maior proporção de professores nessa situação. Segundo Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP, os baixos salários forçam muitos docentes a buscar complementos de renda.

O Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036 propõe a criação de mecanismos para que os profissionais do magistério cumpram sua jornada em um único estabelecimento escolar, visando melhorar as condições de trabalho e a qualidade do ensino.

De acordo com Cara, a atuação em diferentes escolas não é uma escolha, mas uma consequência da estrutura das redes públicas de ensino e da remuneração oferecida. A concentração da jornada em uma única instituição possibilita melhor planejamento das aulas, desenvolvimento de projetos e construção de vínculos com alunos e famílias.

O estudo também aponta que a organização das redes de ensino e as decisões dos gestores impactam diretamente as condições de trabalho dos professores, destacando desafios como a distribuição de aulas e a dependência de contratos temporários.

Entre as recomendações do relatório estão a ampliação de concursos públicos, valorização salarial e aprimoramento dos planos de carreira. A implementação dessas medidas requer a colaboração entre os governos federal, estaduais e municipais.

A efetivação das propostas do PNE é um desafio para as redes públicas de ensino, sendo fundamental a valorização profissional e a organização da jornada para melhorar as condições de trabalho e a qualidade da educação básica.

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