A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, com um acervo de 660.021 itens, enfrenta desafios significativos na preservação de seus materiais. A responsabilidade pela guarda e conservação desse volume expressa a complexidade envolvida na manutenção de bibliotecas universitárias.
Preservar um acervo vai além da quantidade de itens; envolve fatores como valor histórico, condições ambientais e riscos. A dimensão quantitativa, embora relevante, não deve ser o único critério, pois a preservação de 600 mil itens requer uma infraestrutura e um planejamento muito mais robustos do que a de coleções menores.
Recentemente, a biblioteca da Faculdade de Educação da USP enfrentou uma situação crítica, com um acervo de mais de 200 mil volumes sendo danificado pela entrada de água, evidenciando a necessidade de políticas de preservação que considerem múltiplas dimensões, como infraestrutura e condições de risco.
É essencial que as políticas institucionais reconheçam as diferenças entre as bibliotecas, pois a equidade no acesso a recursos deve ser acompanhada de uma compreensão das responsabilidades e desafios específicos de cada acervo. Isso inclui diagnósticos que considerem não apenas a quantidade de itens, mas também suas condições e os riscos que enfrentam.
A preservação do conhecimento é fundamental para o futuro, mas requer um entendimento claro das disparidades entre as bibliotecas da universidade. A abordagem deve ser proporcional e fundamentada, garantindo que cada instituição receba o suporte necessário para suas particularidades.