O Brasil gerou 121.305 novos empregos com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é resultado de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos, elevando o total de vínculos formais para 48,3 milhões.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o país criou 1,24 milhão de novas vagas, um crescimento de 2,65%. Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, foram acrescentados 787.073 postos, representando uma alta de 1,65%.
Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos em setembro. O setor de Serviços liderou com 81.241 novas vagas, impulsionado principalmente por atividades administrativas, saúde e transporte. A Indústria, Comércio e Construção também contribuíram positivamente, enquanto a Agropecuária teve um saldo negativo de 4.381.
Das 27 unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo, com destaque para São Paulo, Pernambuco e Alagoas. Em termos relativos, Alagoas teve o maior crescimento percentual, seguido pelo Amapá e Roraima.
As cinco regiões do país mostraram desempenho positivo na geração de empregos, com o Nordeste liderando, seguido pelo Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste. No recorte populacional, as mulheres foram responsáveis pela maioria das novas vagas, com 62.989 postos, enquanto os homens somaram 59.129.
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, com um aumento de 1,88% em relação ao ano anterior. Para trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.480,24, enquanto para não típicos foi de R$ 2.054,61.