quinta-feira, 05 de novembro de 2026
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Cientistas criam banco de dados sobre plantas do Cerrado

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Cientistas criam banco de dados sobre plantas do Cerrado
Cientistas criam banco de dados sobre plantas do Cerrado

Pesquisadores da Unesp e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançaram um banco de dados inédito, denominado Cerrado Plant Traits (CPT), que reúne informações sobre características funcionais de cerca de 2 mil espécies de plantas do Cerrado. A iniciativa, que começou em 2024, visa aumentar a representação desse bioma em bancos globais e auxiliar ecólogos na pesquisa e restauração do Cerrado.

O CPT já conta com mais de cem mil registros padronizados e disponibilizados em acesso aberto. As características funcionais das plantas incluem atributos morfológicos, fisiológicos e fenológicos, organizados em sete categorias, como planta inteira, folhas, caules, raízes, flores, frutos e sementes. Por exemplo, a categoria de frutos inclui dados sobre coloração e dispersão de sementes.

O projeto surgiu a partir de uma reunião entre biólogos da Unesp e da UFMG, que perceberam a necessidade de compartilhar dados que estavam restritos a poucos pesquisadores. “Notamos que nossos projetos já haviam gerado uma grande quantidade de dados, mas não havia um compartilhamento efetivo”, afirma Davi Rossatto, um dos idealizadores do CPT.

O banco de dados é inédito para o Cerrado, que, apesar de sua biodiversidade, ainda é sub-representado em bancos globais. A criação do CPT pode ajudar na restauração do bioma, fornecendo informações técnicas que são cruciais para projetos de regeneração.

Os dados abrangem ambientes preservados, degradados e restaurados, com foco nas características da planta inteira e das folhas. Os pesquisadores planejam expandir o banco, aumentando o número de espécies e a cobertura geográfica, além de melhorar a representação de categorias sub-representadas, como as raízes.

O CPT também permitirá que pesquisadores de todo o mundo testem hipóteses ecológicas, comparando dados do Cerrado com outros biomas. “Essa análise pode embasar afirmações ecológicas em larga escala, beneficiando a pesquisa global”, conclui Rossatto.

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