quinta-feira, 05 de novembro de 2026
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Estudo revela desigualdade na sobrevida de pacientes com linfoma em SP

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Estudo revela desigualdade na sobrevida de pacientes com linfoma em SP
Estudo revela desigualdade na sobrevida de pacientes com linfoma em SP

Um estudo recente identificou desigualdades na sobrevida de pacientes com linfoma difuso de grandes células B atendidos nas redes pública e privada de saúde em São Paulo. Desde 2015, ambos os grupos recebem o mesmo protocolo de tratamento, a quimioimunoterapia R-CHOP, que combina medicamentos como rituximabe e quimioterápicos. No entanto, a pesquisa revelou que a sobrevida global dos pacientes do SUS é inferior à dos atendidos na rede privada.

Com base em dados do Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, os pesquisadores analisaram 2.396 pacientes diagnosticados entre 2015 e 2020. Os resultados mostraram que, após cinco anos, a taxa de sobrevivência dos pacientes tratados no SUS era de 51,7%, enquanto na rede privada era de 64,7%. O médico hematologista Rafael Dezen Gaiolla, um dos coordenadores do estudo, destacou que a sobrevivência não depende apenas do tratamento, mas também de outros fatores.

Um dos fatores mais relevantes identificados foi o nível de escolaridade. Pacientes com maior escolaridade, que possuíam nove anos ou mais de educação formal, apresentaram uma taxa de sobrevivência de 63,9% em cinco anos, em comparação a 45,2% entre aqueles com até oito anos de escolaridade. Gaiolla enfatizou que a escolaridade impacta no autocuidado e na adesão ao tratamento.

O estudo também analisou o tempo de espera para o início do tratamento, revelando que pacientes que começaram o tratamento em até 60 dias após o diagnóstico apresentaram pior sobrevida, o que pode estar relacionado à biologia do tumor. Além disso, foi observada uma diferença significativa na sobrevida entre os sexos, especialmente entre mulheres atendidas no SUS.

Os pesquisadores ressaltaram a importância de políticas públicas que abordem essas desigualdades e a necessidade de bancos de dados atualizados para melhorar o atendimento aos pacientes. O próximo passo da pesquisa será investigar o desfecho clínico de pacientes que necessitam de segunda linha de tratamento contra o linfoma.

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