A plataformização da agricultura está revolucionando a tomada de decisões no campo, segundo Luli Radfahrer. Produtores rurais agora utilizam plataformas digitais, inteligência artificial, drones e máquinas autônomas para otimizar o plantio, irrigação e uso de insumos, resultando em maior produtividade e redução de custos.
No entanto, essa modernização traz consigo uma dependência tecnológica. Ao armazenar informações sobre suas propriedades em plataformas digitais, os agricultores enfrentam dificuldades para mudar de fornecedor, um fenômeno conhecido como lock in tecnológico. Além disso, o conhecimento agronômico se concentra nas empresas que controlam esses sistemas, tornando as propriedades mais suscetíveis a falhas, ataques cibernéticos e mudanças nas políticas das plataformas.
Empresas como John Deere, Bayer, Microsoft e IBM estão expandindo sua presença no agronegócio com soluções digitais integradas. Enquanto grandes produtores se beneficiam da eficiência e sustentabilidade proporcionadas pela tecnologia, pequenos agricultores enfrentam desafios financeiros para acessar essas inovações, o que pode intensificar a concentração de terras e aumentar a desigualdade no campo.
O debate sobre a plataformização ressalta que, apesar dos benefícios da inovação, seu uso é frequentemente guiado por interesses econômicos, exigindo atenção aos impactos sociais e ambientais.
