Há três décadas, a urna eletrônica transformou o processo eleitoral brasileiro, tornando a votação mais ágil, transparente e segura. Desde sua estreia nas eleições municipais de 1996, o equipamento é auditado e fiscalizado em todas as etapas, conforme a Resolução TSE nº 23.673/2021 e suas alterações.
Um dos principais mecanismos é a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais um ano antes do pleito. Esse código, que define o funcionamento dos programas, pode ser analisado por partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, universidades e especialistas credenciados. A medida integra o Ciclo de Transparência Democrática das Eleições 2026, iniciado em outubro de 2025.
A então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou a confiança no processo: “Nós temos 40 possibilidades de fiscalização e de auditoria dos sistemas eleitorais antes, durante e após as eleições. Isso tudo porque a democracia tem como princípio fundamental a confiança.”
Além da inspeção de código, a Justiça Eleitoral realiza o Teste Público de Segurança (Teste da Urna), que convida especialistas a testar a tecnologia. Desde 2009, nenhum teste comprometeu o sigilo do voto ou o resultado das eleições. Em 2026, o Teste de Confirmação, concluído em maio, constatou que nenhum achado fragilizou a integridade do voto.
Antes da votação, as urnas passam por cerimônia de assinatura digital e lacração, com geração de hashes que detectam qualquer alteração. No dia da eleição, são realizados o Teste de Integridade e o Teste de Autenticidade, além da emissão da zerésima e do Boletim de Urna, que permitem a conferência pública dos resultados.