O espetáculo “Manifesto”, primeiro trabalho autoral do ator Lee Taylor, está em cartaz no complexo cultural Funarte, em São Paulo, até o final de agosto. A peça é um monólogo que narra a trajetória do artista e filósofo Eduardo Marinho, que rompeu com uma vida de privilégios para viver nas ruas. A obra propõe reflexões sobre liberdade, consumo, identidade e preconceitos, mesclando teatro documental e dramático.
Segundo a professora Clotilde Perez, diretora da Escola de Comunicações e Artes da USP, a peça aborda “liberdade de escolha, responsabilidade, consequências sobre os atos, consumo excessivo, identidade, solidariedade, humanidade, preconceitos, consciência e brasilidade”. A narrativa também questiona instituições como o Banco do Brasil e o exército, além de desafiar o senso comum que associa diferenças comportamentais a desajuste social ou loucura.
Lee Taylor, que também assina a direção, tem “presença magnética na cena”, com atuação envolvente e voz potente. A trilha sonora original é de Seu Jorge e Pedro Semeghini. O espetáculo utiliza elementos cênicos como a Kombi Celestina e varais de roupas, que remetem à cultura popular brasileira, para criar uma experiência sensível e simbólica.
“Manifesto” fica em cartaz de quinta a domingo, às 19h30, até o final de agosto. A classificação etária não foi informada. Ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do local ou pelos canais oficiais da Funarte. A peça é uma oportunidade para refletir sobre escolhas e a capacidade de mudança, como destaca a professora Clotilde Perez: “capaz de interromper o fluxo automático dos nossos fazeres, extrair poesia da escassez e nos fazer encarar as escolhas que definem quem somos”.
