Na noite de quinta-feira (30), a Câmara Municipal de Mogi Guaçu realizou uma Audiência Pública para discutir a segurança pública e a situação da população em situação de rua. O evento reuniu autoridades municipais, representantes da sociedade civil, membros do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) e cidadãos interessados em debater soluções para os desafios sociais da cidade.
A mesa dos trabalhos foi composta pelo presidente da Câmara, vereador Guilherme de Sousa Campos (Guilherme da Farmácia), pelo vice-prefeito Major Marcos Tuckumantel, além de representantes da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar e das secretarias de assistência social e saúde. A diversidade de vozes buscou garantir uma visão ampla sobre o problema.
Durante sua participação, o vice-prefeito Major Marcos Tuckumantel ressaltou a importância de não generalizar a população em situação de rua. Segundo ele, é fundamental destacar que nem toda pessoa em situação de rua é usuária de entorpecentes ou autora de crimes. No entanto, explicou que a Equipe de Segurança, Cidadania e Acolhimento (ESCA) realiza diariamente abordagens a pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que enfrentam dependência química, promovendo o encaminhamento aos serviços públicos disponíveis. “É uma questão de saúde pública e de segurança também”, afirmou.
O vice-prefeito também destacou os investimentos do município na área de segurança pública, como a inauguração da nova sede do Batalhão da Polícia Militar e a implantação do programa Muralha Digital, iniciativas que, segundo ele, reforçam a atuação das forças de segurança e contribuem para a prevenção e o combate à criminalidade.
Durante a audiência, diversos munícipes fizeram uso da palavra para relatar situações do dia a dia e cobrar do Poder Público medidas mais efetivas para ampliar a segurança e coibir o aumento de furtos e assaltos no município. O presidente da OAB de Mogi Guaçu, Natalino Polato, defendeu que o enfrentamento das recorrentes ondas de furtos passa por mudanças na legislação penal. Segundo ele, enquanto não houver uma reforma no Código Penal, com punições mais rigorosas para esse tipo de crime, o problema tende a persistir, pois a legislação atual não penaliza de forma suficientemente severa os autores desses delitos.
Ao final, o presidente da Câmara colocou em votação, por aclamação, a continuidade da Operação Choque de Ordem. A ação, realizada de forma integrada entre a Prefeitura e as forças de segurança, tem como objetivo promover a regularização de imóveis e combater o acúmulo de sucatas e materiais sem procedência. Os participantes manifestaram-se favoravelmente à manutenção da operação.
