A dívida pública brasileira subiu para 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho, o maior patamar em mais de cinco anos, segundo dados do Banco Central. O montante equivale a R$ 10,8 trilhões, pressionado pelo aumento dos gastos públicos na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O indicador, que mede o total das obrigações financeiras de União, estados e municípios, é um termômetro da capacidade do país de honrar seus compromissos. Quanto maior a dívida, maior o risco de calote e maior a pressão sobre os juros, o que encarece o crédito para empresas e consumidores, limitando o crescimento econômico.
No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui títulos públicos na carteira do Banco Central, a dívida chega a 95,8% do PIB, próxima do recorde histórico de 96,7% registrado em fevereiro de 2021.
Para empresários e trabalhadores, o endividamento elevado tende a manter as taxas de juros altas, dificultando investimentos e a geração de empregos. A Instituição Fiscal Independente (IFI) estima que seriam necessários superávits primários acima de 2% do PIB para conter a trajetória da dívida e permitir uma queda sustentável dos juros.
O governo Lula, no entanto, ainda não conseguiu equilibrar as contas, mesmo com aumento de impostos e carga tributária recorde. O mercado financeiro critica a estratégia de elevar gastos e tributos, defendendo cortes de despesas para reduzir a dívida e os juros.