O professor Marcelo Finger, da USP, esclarece que as inteligências artificiais (IAs) não aprendem durante o uso, ao contrário dos seres humanos e animais. Em sua coluna semanal, ele explica que o funcionamento das IAs é dividido em duas fases distintas: treinamento e execução.
Na fase de treinamento, a IA processa enormes quantidades de dados da internet (big data) e ajusta bilhões de parâmetros internos por tentativa e erro. Esse processo, que pode levar semanas e exige grande capacidade computacional, é o que permite que modelos de linguagem, como o ChatGPT, aprendam a prever a próxima palavra em um texto.
Já na fase de execução, quando o usuário interage com ferramentas como ChatGPT ou Gemini, a IA apenas aplica o conhecimento já consolidado. Ela não aprende em tempo real, embora todas as interações dos usuários sejam armazenadas para serem usadas no treinamento de futuras versões do sistema.
A coluna “De olho na I.A.” vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM), com produção da Rádio USP.